Atitude!

(21:26:59) Ela: me dá seu numero.
(21:27:50) Fulano —- : n0n0-n0n0 (número do telefone)
(21:27:55) Fulano —- : pergunta..
(21:28:01) Fulano —- : ta solteira?
(21:28:47) Ela: nao, mas to com raiva!

2 comments 26 Jun 2008

Porque não existem vírus para Linux?

Hoje me perguntaram porque não existia vírus para Linux. Sei que muita
gente também tem essa dúvida.

Para começar, duas observações:

* O fato de não existir vírus para Linux nada tem a ver com sua
popularidade. O Linux já é bastante popular e continua *quase* que sem
vírus
* Fazer vírus em Linux é fácil. Conseguir algum efeito com ele que é difícil.

O grande motivo de não existir vírus para Linux é sua própria
natureza. Os Unix (aqui incluo MacOSX e BSD, por exemplo) foram
projetados de uma forma muito mais segura que o Windows onde muitas
funções podem ser acessadas por alguns serviços sem qualquer restrição
e nem uma requisição de senha. Nos Unix isso não acontece. Para
executar a maioria das tarefas significativas é preciso ser alguma
“autoridade” no sistema.

O Linux tem definições bem simples e, pasmem, super funcionais. Ele
utiliza o conceito de dono, grupo e “outros”. E você pode definir,
para cada arquivo e diretório do sistema, permissões diferentes para o
dono, grupo e para todo mundo que não é nenhum dos dois. O dono
poderia escrever e ler, o grupo poderia executar e o resto não poderia
fazer nada, por exemplo.

Alguns vírus de prova de conceito foram criados, mas nenhum real
conseguiu fazer algum dado no sistema. No máximo ele conseguiria
remover alguns arquivos do usuário, mas nada do sistema. A não ser,
claro, que executado como root. Como a maioria dos usuário Linux são
educados a só usar o root quando devem, isso é difícil de acontecer.

Fazendo uma *brincadeira*, os vírus no Linux são assim:

- Ei cara, eu sou um vírus. Me execute
* O usuário final tentaria executar e o vírus responderia:
- Ah não! Você não é root. Por favor, se logue como root, me dê
permissão de execução e depois me rode. E lembre-se: eu sou um vírus.

E mesmo assim ele seria capaz de se barrar com alguma permissão especial.

Mas aí alguém pode perguntar “E por que existem anti-vírus para Linux?”

Bem, os anti-vírus para Linux foram feitos para detectar vírus do
Windows. Um vírus é um programa como outro qualquer e ele fica
armazenado no disco. Nada impede que uma máquina Linux tenha um vírus
do windows e que ele seja copiado para outra máquina Windows junto com
algum arquivo *do windows*. Veja bem, os vírus do Windows não fazem
qualquer efeito no Linux.

É muito comum, por exemplo, usar o anti-vírus em máquinas servidoras
de email que rodam Linux. Se alguém envia um email infectado este
email não faria dano no servidor Linux, mas caso ele esteja endereçado
para alguém com Windows ele pode fazer algum estrago.

Bem, é isso. Vale lembrar que os outros Unix-like também “sofrem”
desta mesma vantagem. :D


Hugo Doria
http://hdoria.archlinux-br.org

Add comment 06 Jun 2008

Comunidades na internet brasileira - 4 (MSN e Fotologs)

Até final de 1999, quando alguem tinha contato com a internet, era [de um modo geral] “educado” pelos internautas mais experientes. Haviam até tutoriais ensinando um tipo de etiqueta da rede [netqueta].
A partir do ano 2000, com a criação do primeiro grande provedor de internet gratis no país [o IG], o número de pessoas na rede passou a aumentar rapidamente, causando [entre inúmeras consequências] uma quebra nos padrões de comportamento no mundo dos chateiros [usuários de web-chats].
Novas pessoas com educação, renda, cultura, familiaridade com tecnologia, entre outras características diferentes entraram na rede, quase que de uma só vez. Não eram mais os aficionados por tecnologia ou classe alta que estavam no comando. E para esse “novo internauta” o IRC e o ICQ não eram satisfatórios. Precisavam de algo mais simples, Afinal, o computador se tornava definitivamente um  eletrodoméstico [o que já havia acontecido fora daqui].
Como resultado tivemos a explosão do MSN Messenger e do recém chegado FOTOLOG. Esse ultimo, alavancado pela [também recém-chegada] câmera digital, crescia tão rapido quanto o número de internautas na época. Estranhamente, uma ferramenta WEB que sequer havia sido criada para esse fim, passa a competir a atenção que era dos web-chats. Sim, as pessoas se comunicavam através dos comentários abaixo das fotos postadas no “Flog”. [Esses “diálogos”, não necessáriamente deveria ser instantâneo.. provavelmente o responsável pela forma que os brasileiros utilizam o Scrapt no Orkut].

Já o MSN Messenger… bem o MSN era mais lento e incomparavelmente limitado se comparado ao ICQ, por outro lado era mais simples de ser usado por causa do identificador por e-mail e ja vir pre-instalado no Windows. Tudo que o ICQ havia conseguido no brasil em número de usuários não era o bastante para mantê-la no domínio.

O ICQ tinha que agir no intuito de atrair esse novos usuários, coisa que foi feita pela Microsoft.

Add comment 11 Mai 2008

Comunidades na internet brasileira - 3 (IRC e ICQ)

Foi realmente um golpe nas costas dos grandes portais brasileiros o sucesso desses dois serviços, o IRC e o ICQ.

MircO IRC, também conhecido como Mirc [nome de seu cliente mais popular], tinha as salas de bate-papo e permitia de forma fácil uma conversa a dois, cadastro de amigos, envio de arquivos, e a definitiva regionalização das comunidades “chateiras”. Por causa dessa regionalização, começaram a se popularizar os IRcontros [que leva o nome da ferramenta], que eram os encontros no mundo real das comunidades do IRC.

Logo em seguida outra ferramenta aparece como a grande promessa para os próximos anos, o ICQ. Com características bem diferentes do IRC, o ICQ [tecnologia israelense ^^] te aproximava ainda mais de seus contatos, geralmente os mais “chegados”. Assim era possível [e interessante] a utilização das duas ferramentas, IRC e ICQ, ao mesmo tempo.

O IRC [Mirc] era visualmente desagradável, um pouco complicado de manusear por causa da falta de padronização dos scripts [uma espécie de plugins de temas e atalhos para funções desenvolvidos por usuários]. Outro grande problema que o IRC não havia solucionado era a definição clara da personalidade. Para tal, o usuário se sentia forçado a estar online, o máximo de tempo possível, o que era extremamente complicado na época devido ao custo de pulsos telefônicos cobrados na conexão discada. Além disso, os canais [como eram chamadas as salas de bate-papo dentro do IRC] eram administrados pelos seus criadores, ou seja, um usuário comum. As regras de utilização, netiqueta e critérios para expulsão de um canal eram definidos pelo seu criador [um usuário] que nem sempre [quase nunca] era imparcial. Causando desconforto dos usuários “mortais”.

icq O ICQ era difícil de encontrar e tinha interface poluída com uma infinidade de recursos que sequer funcionavam no Brasil [era possível até comprar pizza nos Estados Unidos através do ICQ]. O peor era o “número de ICQ”, um número que tinha de cinco até mais de doze dígitos, e era o identificador de cada usuário [se e-mail não parece muito atraente, imagine esse tal número de ICQ].

 

Mesmo assim foi uma verdadeira revolução que essa dobradinha IRC/ICQ causou. Uma mudança marcante e decisiva na forma dos brasileiros lidarem com a rede. Ainda arrisco dizer que esse momento, foi o divisor de águas que permitiu que o brasileiro desenvolvesse o tipo de comportamento diferenciado que vemos hoje.

Vale lembrar que isso tudo era administrado de forma democrática, pelo fato de os dois serviços acima não terem administração centralizada de seus servidores. Qualquer um poderia [e ainda pode] montar um servidor IRC ou ICQ.

Dos web-chats, a única marca que continuou, “e com bastante força”, foi a forma de criar nic-names [Nics], com idade, indicador de sexo, etc…

1 comment 15 Mar 2008

Comunidades na internet brasileira - 2 (Web-chats)

uol

Nos anos 90, os web-chats [leia-se: Bate Papo da UOL] eram muito populares aqui no Brasil. Praticamente todos os internautas estavam lá [falavam na época em até 80% dos internautas tupinikins ^^]. As salas eram agrupadas basicamente por temas populares[sexo, política, fotos], idade e região.
As de temas populares eram secundárias. Para o usuário, as salas por idade e por região eram as realmente interessantes, porque elas possibilitavam o encontro de pessoas que conseguiam se comunicar bem, pois tinham mesmos interesses, sem perder o “tema livre”. Era possível conversar com pessoas que gostavam das mesmas coisas que você, mas com diferenças sutis, como acontece no mundo real quando conhecemos alguém através de um amigo em comum. Isso dava uma certa “naturalidade” ao primeiro contato. [o que hoje parece trivial, mas na época...]
Um grande problema dos webchats era o fato de ser quase impossível ter uma “identidade”. A quantidade de salas e pessoas era muito grande o que tornava muito pouco provável o encontro casual com alguém que tivesse conversado na semana anterior [necessário para o desenvolvimento de um “relacionamento virtual”]. Para tentar driblar esse problema, os “webchaters” tentavam [sem muito sucesso] definir um conjunto de características básicas no próprio nome [nicname.. ou simplismente nic]. Era um festival de Garoto_sarado_18, Carioquinha_14_M, Baiano_45, Dark_H… etc.

H = homem
M = mulher
18, 14, 45 = idade

O mecanismo utilizado para se ter uma conversa particular era pouco amigável, e sua mensagem particular ficava perdida no meio das mensagens de todos os outros.

Mas mesmo com todos esses “probleminhas”, os Webchats eram uma febre. Para os internautas da época, era tão importante quanto o e-mail ou um site de busca.

Add comment 14 Mar 2008

Comunidades na internet brasileira - 1

teclado.jpg

O Brasil tem um tipo de internauta diferente do resto do mundo. Isso é fácil de perceber quando vemos os brasileiros dominando o Orkut, sendo uma das maiores comunidades do Second Life, entre outros recordes que colecionamos.
Ao contrário dos europeus e norte-americanos, o brasileiro não costuma “mentir” na internet. Nos dois exemplos acima [Orkut e Second Life], a maioria dos perfis se assemelham ao próprio criador [no caso do Second Life] ou representa o próprio indivíduo [no Orkut]. Os chamados Fakes, são muito mais comuns entre europeus e norte-americanos.
Essa diferença nos faz entender porque determinados serviços se tornaram populares e depois desapareceram tão rápido quanto surgiram.

Numa análise cronológica superficial, poderíamos agrupar alguns dos serviços mais populares nos últimos anos da seguinte forma:

BATE-PAPO

1 - Web-chats
2 - IRC
3 - .. (enfraquecimento dos web-chats)

      MENSAGENS INSTANTÂNEAS

      1 - ICQ
      2 - MSN

        BLOGS E FOTOLOGS

        1 - Blogs/Flogs
        2 - Flogs locais / Estabilidade dos blogs
        3 - Permanência dos blogs

          GERENCIADORES DE COMUNIDADES

          1 - Orkut

            Na prática as coisas aconteceram um pouco diferente.
            O internauta brasileiro não é voier, ele quer ver e ser visto. Para isso, esse internauta diferente que somos, precisa de ferramentas que possibilite essa definição do “eu” dentro da internet. Quase nunca uma ferramenta conseguiu [sozinha] atender essa necessidade. Na maioria das vezes elas trabalharam em “parceria”, como mostrado abaixo:

            1. Web-chats
            2. IRC / ICQ
            3. MSN / Fotologs
            4. MSN / Orkut

            Então, a partir de hoje, vamos iniciar uma série de posts contando como foi esse estranho relacionamento do internauta brasileiro com as mais populares ferramentas de comunicação utilizadas nos últimos anos.

            Add comment 13 Mar 2008

            O Rui Barbosa falou.. o Rui Barbosa avisou!

            Rui Barbosa

            “De tanto ver triunfar as nulidades,

            de tanto ver prosperar a desonra,

            de tanto ver crescer a injustiça,

            de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,

            o homem chega a desanimar da virtude,

            a rir-se da honra,

            a ter vergonha de ser honesto.”

            RUI BARBOSA - (1914) - “no Senado Federal”

            1 comment 29 Fev 2008

            Cadê o OLPC?

            OLPCProjeto bom? Talvez..

            Certa vez ouvi o Silvio Meira questionar o “One Laptop per Child” [Quem vai pagar a conexão? Qual o ciclo de vida desse equipamento? Quem vai pagar a conta? Que mercados isso vai criar? Como é que isso vai estruturar a industria nacional.. ou não? em que que isso capacita o Brasil?].

            Eu até sou suspeito.. mas concordo com quase tudo que ele disse. E com essa demora que estão para decidir o melhor “notebookzinho para dar para as criancinhas pobres”, um notebook comum já está custando menos da metade do que custava a dois anos atrás.

            To vendo a hora de programas como o OLPC começarem a doar laptops com configuração de mercado [isso se esses projetos conseguirem sair do papel].

            Talvez seja até melhor que não saiam do papel mesmo!

            Add comment 27 Fev 2008

            Oscar

            Oscar

            Musicas ruins, textos decorados, opiniões obviamente tendenciosas e muito glamour.. assim é o Oscar.
            Juro que não sei o que nos fascina nesse prêmio.
            Bem, na verdade sei. rs
            É a mesma coisa que nos faz tomar um litro de coca-cola, fumar um cigarro qualquer pela primeira vez, entre outras bobagens que fazemos a vida toda.. um bom MARKETING.

            Existem vários eventos para premiar um bom filme, [prêmios bem mais imparciais vale lembrar] mas o tal do Oscar sempre ganha a cena. Provavelmente seja como a morte do Papa, que somente os italianos e brasileiros que se importaram e agente ficou aqui pensando que o mundo parou pra se lamentar.

            Se as pessoas pudessem assistir ao Globo de Ouro na TV, por exemplo, elas poderiam comparar e entender como deve ser um Prêmio. Até lá, eu estou assistindo o Oscar mesmo [Ps, gostei de não conhecer nenhum dos falecidos, é sempre melancólica aquela parte =/ ].

            Add comment 25 Fev 2008

            Os quatro elementos

            Dois amigos conversando. “Ela é uma pessoa religiosa”.

            Ela: Você acredita que a quatro séculos atrás as pessoas ainda acreditavam cegamente que todas as coisas eram feitas dos quatro elementos? Terra, fogo, agua e ar?!

            Ele: Tah, tem gente que até hoje acredita que existe um ser onipotente, oniciente e onipresente que criou todas as coisa, que é piedoso, cria catástrofes, comanda nossas vidas e todas as coisas…

            Ela:

            2 comments 24 Fev 2008

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